A esposa do governador de Tete, Joana Auade, lançou na cidade de Tete, o projecto “My Choice” (Minha Escolha), uma iniciativa para a promoção da saúde sexual e reprodutiva que conta com um financiamento de 15,4 milhões de dólares concedidos dos Países Baixos, para um período de quatro anos, em seis dos 15 distritos daquela província, informa a AIM.

Joana Auade disse que o projecto será implementado nos distritos do Zumbo, Chiúta, Mágoè, Macanga, Marara e Dôa, com o objectivo de reduzir o elevado índice de gravidezes precoces e indesejadas de adolescentes, através de acções a serem levadas a cabo, com vista a melhorar o acesso à saúde sexual e reprodutiva deste grupo alvo.

Explicou que a situação é preocupante, pois o inquérito realizado em 2015, revela que a gravidez na adolescência afecta 45,8 por cento das raparigas, os casamentos prematuros antes dos 15 anos cerca de 13,7 por cento, necessidades não atendidas de planeamento familiar correspondem a 24,30 por cento e prevalência de uso de contraceptivos modernos é de 29,3 por cento.

A embaixadora do Reino dos Países Baixos, Pascalle Grotenhuis, explicou que o governo seu país acolheu o projecto “My Choice” (Minha Escolha), porque permitirá que os jovens e adolescentes tenham o acesso à saúde sexual e reprodutiva, para evitar as gravidezes precoces e indesejadas.

Explicou que a escolha da província de Tete, para acolher o projecto, deve-se ao facto de ser a mais negligenciada por várias organizações. “Este estrato da população, os jovens, merece o nosso interesse particular, uma vez que representa cerca da metade da população total, e a sua transição para uma vida adulta activa e saudável é crucial para o crescimento socioeconómico do país”.

A representante do Ministério da Saúde e chefe do Departamento de Saúde Materna e Infantil no MISAU, Páscoa Wate, agradeceu os parceiros que continuam a apoiar Moçambique, “como este, que, no nosso entender, surtirá resultados positivos”.

Por seu turno, a directora provincial da Saúde em Tete, Carla Mosse, afirmou que “este projecto é bem-vindo, porque permitirá que os jovens e adolescentes dos distritos de Marara, Dôa, Chiúta, Macanga, Mágoè e Zumbo tenham melhores serviços de Saúde Sexual e Reprodutiva e é nossa expectativa que o projecto surta efeitos desejados, que será implementado a partir deste ano até 2021, portanto, num período de quatro anos”.

O evento também contou com a presença de directores distritais de saúde das regiões abrangidas, alunas da Escola Secundária de Tete e outros convidados.

(O PAÍS)

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