O pequeno país monárquico segue o exemplo de outros países africanos e vai recuperar o nome original antes de ser colonizado pelos britânicos. Volta, assim, a existir o Reino de eSwatini.

O reino da Suazilândia, uma das últimas monarquias absolutas do mundo, vai passar a chamar-se eSwatini, que na língua Swazi quer dizer “terra dos Swazi”, que já era o nome do país antes de se ter tornado numa colónia britânica.

Apesar de parecer algo incomum, várias nações africanas fizeram o mesmo depois de se libertarem dos países colonizadores, como o Malauí, o Botswana e o Zimbabué. A Suazilândia, que se tornou independente em 1968, simplesmente demorou um pouco mais.

“Os países africanos reverteram para os seus nomes antes de serem colonizados depois de ganharem a independência. De agora em diante, o país será conhecido como “Reino de eSwatini”, explicou o rei Mswati III. O monarca acrescenta que o “novo” nome será mais representativo para o seu povo.

A mudança foi anunciada na quinta-feira (19.04) durante as celebrações dos 50 anos de independência do país. O assunto já era discutido há uns anos e em vários eventos oficiais, o nome eSwatini já tinha sido usado pelo rei.

A alteração também implicará mudanças de nomes de instituições como a “Força Policial Real da Suazilândia”, “Força de defesa da Suazilândia” e a Universidade da Suazilândia” e até pode levar a que a constituição tenha de ser reescrita. Não se sabe para qual o custo de todo o processo.

Quem também parece estar a favor desta troca de nomes são os cidadãos da Suíça, uma vez que em inglês os nomes são parecidos (Switzerland e Swaziland), o que por vezes gerava confusões, o próprio rei Mswati III conta que nos estrangeiro é normal que se refiram ao seu país como “Switzerland“.

O agora Reino de eSwatini é um pequeno e pobre país entre Moçambique e África do Sul com apenas 1,3 milhões de habitantes. O seu líder foi coroado com apenas dezoito anos e está no poder há mais de trinta.

(Lusa)

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