A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) incinerou frangos, carne e derivados, importados da vizinha África do Sul, incluindo palone, salsichas e enchidos das marcas Enterprise e Rainbow Chicken, no último sábado na cidade de Tete, avança a AIM.

No mês passado, as autoridades moçambicanas baniram a sua importação e comercialização da África do Sul em conexão com um surto de listeriose detectado naquele país, onde causou a morte de pelo menos 180 pessoas.

Ofélio Jeremias, delegado provincial da INAE, em Tete, confirmou esta segunda-feira à AIM, a incineração de mais de meia tonelada e disse que a medida visa salvaguardar a saúde pública e desencorajar a importação ilegal destes produtos.

“Aqueles produtos incinerados estão avaliados em mais de 700 mil meticais. A INAE fez uma fiscalização nos estabelecimentos comerciais e detetámos a existência daqueles produtos proibidos para o seu consumo, que constituem um perigo à saúde pública”, explicou.

A fonte garantiu que prossegue uma acção inspectiva para garantir a retirada da circulação de carnes e derivados das marcas Enterprise e Rainbow Chicken.

“Não vamos tolerar a sua venda na província de Tete. Por isso, a nossa actividade inspectiva não pára para podermos apanhar os infractores, porque a comercialização destes produtos está suspensa”, afirmou Jeremias.

O surto da doença listeriose surgiu nos finais de 2017 na África do Sul. Foi identificado em derivados de frango das marcas Enterprise e Rainbow e como forma de impedir a entrada da doença em Moçambique, as autoridades proibiram a importação.

Ainda não foi reportado nenhum caso no país, mas as autoridades sanitárias continuam a monitorar a situação.

A Listeriose é uma doença causada pelo consumo de alimentos não cozidos contaminados pela bactéria listeriose. Os sintomas da doença incluem diarreias, vómitos e febres.

(O PAÍS)

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