O Presidente da Republica, Filipe Nyusi, apelou a população da província de Gaza, e de Moçambique em geral, a não recorrer a prática da justiça pelas próprias mãos, que muitas das vezes termina com linchamentos e destruição de infra-estruturas.

Falando num comício que orientou no distrito de Limpopo, no âmbito da visita presidencial de três dias que realiza desde, esta segunda-feira a esta parcela do país, Nyusi disse que a justiça pelas próprias mãos é crime, aconselhando que os criminosos quando forem encontrados devem ser entregues as autoridades.
Apelando a vigilância, o Chefe do Estado destacou que a paz que os moçambicanos almejam só será efectiva e completa se os moçambicanos acabarem com os linchamentos e destruições porque ela (a paz) começa connosco.

Com efeito, nos povoados de Chicumbane e Zongoene, em Janeiro e Fevereiro últimos, foram registados casos de linchamentos que causaram três mortos, destruição de um posto policial, residência do chefe do posto, oito residências de particulares e ainda a morte de gado bovino, caprino e suíno através de fogo posto, Em conexão com estes casos, estão detidas três pessoas.
“Os criminosos que matam pessoas querem ‘estragar’ a população de Gaza e estas pessoas já fora identificadas. Estes criminosos não podem ser perdoados, têm que responder pelos seus actos junto a instituições de justiça”, disse o Chefe do Estado, destacando que é preciso combater este mal quanto antes.
‘Alguns praticantes destes actos tem inveja daquilo que os outros possuem e promovem agitação para conseguir destruir e queimar casas alheias’ , afirmou Nyusi, avançando que é preciso provar o que se diz e não limitar-se a ouvir dizer sob pena de incorrer em crime.

‘Queimar pessoas não é cultura de Gaza. Não podemos permitir que isso aconteça. Temos que vir a Gaza para discutir assuntos de desenvolvimento, não criminalidade, é preciso manter a ordem, por isso estejam vigilantes”, alertou o Presidente da República.
Na ocasião, o Chefe do Estado fez menção as realizações de promessas feitas durante a campanha eleitoral já realizados e outros ainda em curso, como a construção de estradas e hospitais nos distritos de Mapai (já concluído) e Macia cujas obras vão iniciar em breve, expansão da rede de abastecimento de água, energia e a criação de empresas e iniciativas de geração de emprego.
O Presidente da República apontou ainda a arranque do projecto das areias pesadas de Chibuto, estando em projecção a construção de uma linha férrea Chibuto/Chokwè, um hotel em Chibuto e um supermercado.

No âmbito da realização de projectos, Nyusi disse que as obras de construção do Aeroporto de Gaza terão início ainda este ano (2018) e que no terreno já foram feitas a medições e já existe dinheiro para o efeito.

“Existem os que não gostam da realização deste projecto e alegam que Gaza está perto de Maputo e que Gaza não merece porque não tem nada. Beira está perto de Manica mas este último ponto, apesar da proximidade com o outro, tem aeroporto e porque não Gaza”, questionou.

Na sua intervenção, o estadista moçambicano instou as comunidades que vivem em territórios autárquicos a aderirem ao recenseamento em curso para poderem votar, tendo destacado que os indicadores da província de Gaza são ainda muito baixos.
“Vamos mobilizar os vizinhos e familiares para se recensearem para poderem votar e estar vigilantes contra aqueles que saem de outras zonas não autárquicas para se recensearem noutros lugares e denuncia-los porque isso é crime’, alertou.
O Presidente moçambicano apontou que é preciso identificar os promotores para serem responsabilizados porque estes procuram satisfazer os seus apetites em detrimento dos interesses das comunidades.

No comício, os populares agradeceram os feitos do Governo e pediram ao Chefe do Estado a construção de mais estradas, escola secundária na localidade de Licilo, centro de saúde, posto policial, expansão da rede eléctrica e de abastecimento de água, abertura de canais para irrigação, e a construção de uma ponteca na zona de Munhuane.

(RM/AIM)

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