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Terça-feira, Abril 3, 2018
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Governo de Angónia interdita uso do kwacha na comercialização

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O Governo do distrito de Angónia, norte da província central de Tete, acaba de interditar a venda de produtos, sobretudo agrícolas, com recurso ao Kwacha malawiano.

O administrador do distrito de Angónia, Paulo Sebastião, confirmou sábado último, a jornalistas, a aplicação da medida.

“Tomamos a medida para salvaguardar os interesses dos produtores que despendem forças nos campos agrícolas e, em contrapartida, recebem o Kwacha que é de baixo valor quando comparado com a nossa moeda, o Metical”, explicou Sebastião.

Segundo ele, os compradores malawianos entram em Moçambique, sobretudo através do distrito fronteiriço de Angónia, à procura de produtos agrícolas.

“Eles aliciam os nossos camponeses com muitas notas de Kwacha que não valem nada em relação ao Metical. Por desconhecimento, os nossos produtores acabam recebendo o Kwacha. Queremos inverter a situação por prejudicar os nossos concidadãos,” frisou.

Para fazer valer a medida, o Governo distrital de Angónia já capacitou alguns fiscais que estão a sensibilizar os produtores na linha da fronteira para que saibam “vender bem os seus produtos’, caso de milho, feijões e batata – reno.

Há sensivelmente quatro anos que alguns malawianos foram descobertos a vender, no seu país, batata – reno produzida em Angónia e Tsangano, mas em embalagens ostentando rótulos “Made in Malawi”.

Alertado sobre o fenómeno, o Governo provincial de Tete adoptou uma medida que consistiu na distribuição de sacos de ráfia de 50 quilos aos produtores de batata – reno e interditou a venda deste produto a estrangeiros.

Para além do Malawi, a província de Tete faz fronteira com a Zâmbia e Zimbabwe, em mais de 1.500 quilómetros, através dos distritos de Mutarara, Dôa, Moatize, Tsangano, Macanga, Chifunde, Marávia, Zumbo, Mágoe, Cahora Bassa e Changara.

(AIM)

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