A agência de notação financeira Fitch estimou esta semana que a economia de Moçambique vai crescer 3,5%, em média, neste e no próximo ano, e que o défice orçamental tenha sido 2,9% do PIB.

“As perspectivas de crescimento de Moçambique pioraram face aos níveis atingidos antes do incumprimento financeiro, quando a economia cresceu 7,1%, em média, entre 2011 e 2015”, dizem os analistas na nota que dá conta da manutenção do ‘rating’ do país em Incumprimento Selectivo.

“Apesar das melhores condições meteorológicas, os preços mais altos das matérias primas e os grandes aumentos na produção de carvão, as estimativas oficiais mostram que o crescimento desacelerou para 3,7% em 2017 depois de a economia ter crescido 3,8% em 2016”, dizem os analistas.

“A Fitch espera que Moçambique cresça, em média, 3,5% em 2018 e 2019 num cenário de contínuas restrições no financiamento externo, incerteza relativamente ao diferendo com os credores, taxas de juro elevadas e pouco impacto na economia dos megaprojectos na área do gás natural”, lê-se na nota.

A agência de notação financeira Fitch manteve hoje o ‘rating’ de Moçambique em Incumprimento Selectivo (‘Restricted Default’) devido à incapacidade do Governo em honrar os pagamentos da dívida pública e os empréstimos a empresa públicas.

“A afirmação [do ‘rating’] reflecte a incapacidade do emissor soberano em resolver o incumprimento financeiro da dívida de credores externo comerciais”, lê-se numa nota divulgada pela agência de ‘rating’ norte-americana, que mantém Moçambique em ‘default’ desde Novembro de 2016, quando o país começou a falhar os pagamentos da emissão de 727,5 milhões de dólares de dívida soberana.

Desde então, Moçambique falhou o pagamento de três prestações sobre esta emissão de dívida (Eurobond), bem como os pagamentos dos empréstimos contratados por três empresas públicas à revelia dos parceiros internacionais e das instituições nacionais, acrescenta a Fitch.

(AIM)

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