Vinte jornalistas de diferentes órgãos de comunicação moçambicanos recebem, a partir de terça-feira, formação em matérias ligadas à legislação eleitoral promovida pelo Programa para Desenvolvimento da Media em Moçambique.

“Temos uma legislação eleitoral que não é muito conhecida e, com esta formação, o objectivo principal é melhor o conhecimento dos jornalistas sobre este instrumento”, declarou à Lusa Arsénio Manhiça, especialista de media na IREX, entidade responsável pelo Programa para Desenvolvimento da Mídia em Moçambique.

A formação, de dois dias, conta com o apoio do director-geral do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), Felisberto Naife, e o bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique, Flávio Menete, além de especialistas da Joint, Liga de das organizações não governamentais em Moçambique.

“É uma formação que tem, na verdade, diferentes profissionais com experiência nesta matéria”, referiu Manhiça, acrescentando que a iniciativa vai servir também para estimular jornalistas moçambicanos a pertencerem a entidades que protegem a liberdade de imprensa.

Para Arsénio Manhiça, apesar de a imprensa moçambicana estar a registar melhorarias no que respeita à cobertura em período eleitoral, há ainda alguns desafios pela frente, principalmente no que diz respeito à “compreensão das eleições como um processo”.

“A cobertura sobre eleições não deve só acontecer no período de eleições. O jornalista deve, por exemplo, conhecer os manifestos dos partidos, os planos dos governos municipais e centrais e ir acompanhando o processo”, observou.

A formação acontece quando faltam poucos meses para as 5.ª eleições autárquicas nos 53 municípios do país, marcada para 10 de Outubro.

O recenseamento para as eleições autárquicas arrancou no dia 19 de Março e termina no dia 17 de Maio.

O ciclo eleitoral continua em 2019, com as eleições gerais para a Presidência e Assembleia da República.

(AIM)

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