Os representantes dos governos moçambicano e britânico discutiram esta sexta-feira, em Maputo, estratégias para a implementação de novos modelos de sanitários escolares que vão permitir melhorar o acesso aos alunos com deficiência, bem como facilitar a gestão do período menstrual das raparigas e professoras.

A directora nacional de saúde escolar, no Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, MINEH, Arlinda Chaquisse, explicou que este projecto será de extrema ajuda para os estudantes na zona urbana, onde se assiste casos de raparigas que abandonam os estudos devido ao mal-estar que sentem durante o período menstrual.
“Várias escolas não têm boas condições sanitárias e as miúdas quando se encontram no período menstrual, claramente, que se sentem desconfortáveis”, disse Chaquisse.
Ela espera que a situação sanitária das escolas mude na componente de modelo de construção das casas de banho e crie mais conforto e comodidade para que as raparigas possam usá-las.
“Temos a consciência que temos de fazer muito trabalho a nível dos sanitários”, referiu a fonte.
Por seu turno, a chefe do departamento de assistência técnica da Direcção Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento, Julieta Paulo, disse que numa primeira fase os sistemas sanitários melhorados vão ser construídos nas escolas da província central da Zambézia.
“Este é um projecto que faz parte de um plano enorme de actividades da direcção, por isso, não posso especificar, concretamente, quanto foi investido pelos parceiros.”
Ela disse ainda que se espera com o projecto, “reduzir o nível de absentismo escolar nas raparigas.”
O desenho dos novos sanitários foi desenvolvido por uma equipa de peritos em equipamentos escolares inclusivos e em questões de género, com base nas experiências passadas desenvolvidas por diferentes parceiros do governo.
O projecto é financiado pelo Departamento Britânico para o Desenvolvimento Internacional, DFID.

(RM)

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