O PRESIDENTE da República, Filipe Jacinto Nyusi, participa, em Julho, na Cidade da Praia, em Cabo Verde, na Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O convite nesse sentido foi lhe entregue ontem em Maputo pelo enviado especial do seu homólogo cabo verdiano, Jorge Carlos Fonseca.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, Luís Tavares, que entregou o convite durante a audiência que Nyusi concedeu ao diplomata cabo verdiano, afirmou que o seu país irá receber Filipe Nyusi como presidente de um país irmão.

Cabo Verde deverá assumir em Julho a presidência rotativa da CPLP, actualmente nas mãos do Brasil. Falando sobre os assuntos abordados com o Presidente da República, Luís Tavares disse ter felicitado o Presidente da República pelos esforços que tem estado a empreender pessoalmente, bem como a todo o povo moçambicano.

Segundo afirmou, Cabo Verde acompanha com muita atenção o que se passa em Moçambique e acredita nas capacidades do seu povo.

“Moçambique é um país com tudo para dar certo e acreditamos que vai conseguir trilhar o caminho do desenvolvimento. Haverá muitos desafios, como nós também temos em Cabo Verde, mas o povo moçambicano é um grande povo e vai conseguir, seguramente, os seus objectivos em matéria de desenvolvimento”, disse Luís Tavares.

Sobre as prioridades de Cabo Verde na presidência da CPLP, o diplomata indicou frentes tais como a cultura, desde logo a questão da língua, aproximação entre os povos, a mobilidade e a gestão dos oceanos (economia marítima). Afirmou que Cabo Verde quer marcar história na presidência da CPLP que começa em Julho.

Na audiência, as partes também trocaram impressões sobre a situação na região, no continente e no mundo, com particular referência às reformas na União Africana.

“Tivemos uma oportunidade também de dizer ao senhor Presidente da República que nós o esperamos em Cabo Verde em visita de Estado. Vamos ver em função da agenda, se não for este ano será em 2019. Ele mostrou-se disponível para visitar o nosso país e isso é muito bom”, afirmou.

Sobre as relações bilaterais, Tavares disse ter estado na manhã de ontem no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, onde abordou com as entidades locais as áreas de cooperação, tais como turismo, cooperação económico-empresarial, governação electrónica, tecnologias de informação e comunicação, em geral, energias renováveis, entre outras.

“Vamos trabalhar para realizar reuniões mais permanentes, nomeadamente queremos elevar o nível político desse diálogo com Moçambique para que tenhamos anualmente ou de dois em dois anos uma cimeira ao mais alto nível para falarmos da cooperação bilateral. Há vontade política de parte-a-parte e quando há essa vontade vamos conseguir, seguramente”, declarou.

(JN)

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