O alertalaranja de cheias e inundações que vigorava desde Dezembro nas sete províncias do centro e norte do país foi sexta-feira levantado, por se considerar mínimo o perigo de novas emergências devido as chuvas.

A decisão foi tomada no decurso de uma sessão extraordinária do Conselho Técnico de Gestão de Calamidades (CTGC) realizada na cidade de Maputo, que analisou também a situação das pragas na agricultura e a questão meteorológica e hidrológica no país.

A deliberação, enviada aos órgãos de comunicação social, indica que, “com base nas previsões actuais e futuras, que não prevêem nenhuma situação que mereça atenção, sob ponto de vista de preparação e resposta às cheias e inundações, o CTGC decidiu levantar o alerta laranja nas regiões centro e norte do país, que vigora desde Dezembro”.

Apesar de não haver mais grandes ameaças de emergências no centro e norte, o CTGC, órgão que junta o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades e parceiros nacionais e estrangeiros, continua preocupado com o abastecimento de água potável à região do Grande Maputo, tendo, daí, mantido o alerta laranja para a bacia do Umbelúzi.

A bacia, na qual está a barragem dos Pequenos Libombos, registou encaixes “insignificantes” de água durante a época chuvosa, que praticamente chegou ao fim, não obstante o país ter registado níveis de precipitação normais com tendência para acima do normal, em quase toda a sua extensão.

Face à situação de contínua seca na bacia do Umbelúzi e na barragem dos Pequenos Libombos, de forma particular, as restrições que se registam no abastecimento de água às cidades de Maputo, Matola e vila de Boane não tem fim à vista. Poderão agravar-se ainda mais.

De realçar que o alerta sobre cheias e inundações é levantado numa altura em que o país ainda procura fundos para mitigar os dados da época chuvosa nas famílias e em diversos sectores, com destaque para educação, saúde e agricultura.

Um dos últimos balanços aponta para a morte de 61 pessoas, num universo de cerca de 150 mil afectadas, bem como 21.700 casas destruídas, 7.300 das quais completamente. Houve ainda 462 salas de aula e 17 unidades sanitárias danificadas.

As chuvas e os ventos fortes deixaram ainda danos em milhares de hectares de culturas, pondo em risco a segurança alimentar das famílias.

(JN)

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