“OS Poros da Concha” é o novo livro de poesia da autoria de Sangare Okapi, a ser lançado esta tarde, em Maputo.

A obra, cujo lançamento terá lugar no “Camões”, é marcada por um conjunto de poemas de temática variada, abordando questões sociais, amorosas e de viagem.

Está ainda presente neste livro a questão das memórias: a memória histórica e memória artística.

Mas também fala de alguns ícones das artes moçambicanas, num tom altamente crítico.

No lançamento da obra, que sai sob a chancela da editora Cavalo do Mar, não será feita uma apresentação formal do livro, mas haverá mais uma conversa entre o autor da obra e o escritor e ensaísta Lucílio Manjate em torno da vida e obras de Sangare Okapi, atendo-se particularmente ao conteúdo deste: “Os Poros da Concha”.

Na ocasião, serão depois convidadas algumas pessoas da plateia a intervirem.

Entretanto, numa entrevista concedida recentemente ao “Notícias”, Lucílio Manjate, docente de literatura na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), disse que neste livro há três ascendentes poéticos de Sangare Okapi, nomeadamente José Craveirinha, Rui Knopfli e Luís Carlos Patraquim, salientando-se o facto de ter sido bastante marcado por eles.

Para além da arte poética, há ascendências de outras artes, como são os casos do mestre da pintura Malangatana e da ceramista Reinata Sadimba.

Sobre o tema da dor, o professor de literatura diz entender que Sangare Okapi tenha feito da escrita um tubo de escape para expiar as suas dores, os seus medos, mas também as suas angústias. E recorda o facto de o poeta ter sofrido vários abalos ao longo do ano 2017: a morte da esposa Olga, em Maio, e posteriormente a morte do seu pai, em Setembro.

Sangare Okapi é uma das referências que se vai construindo na poesia depois da geração Charrua.

Da sua lavra já resultaram as seguintes publicações “Inventário de Angústias ou Apoteose do Nada” (2005); “Mesmos Barcos ou Poemas de Revisitação do Corpo (2007, 2017); “Era uma vez…” (2009); “Mafonematográfico Também Círculo Abstracto (2011).

Co-organizou a Antologia Inédita “Outras vozes de Moçambique (2014)” e foi distinguido com Prémio Revelação FUNDAC Rui de Noronha (2002); Prémio Revelação de Poesia AEMO/ICA (2005) e Menção Honrosa no Prémio José Craveirinha (2008).

(SAPO)

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