Moçambique e Suécia assinaram recentemente um acordo através do qual o país europeu compromete-se a desembolsar cerca de 44 milhões de dólares norte-americanos para apoiar a pesquisa científica em Moçambique nos próximos cinco anos.

O apoio sueco disponibilizado à Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a mais antiga instituição do ensino superior no país, é destinado a fortalecer a criação do conhecimento científico e a melhorar a contribuição da pesquisa e inovação para o desenvolvimento de Moçambique.

Um comunicado conjunto enviado à AIM explica que a colaboração na área de pesquisa visa desenvolver novos programas locais de mestrado e de doutoramento na UEM e fortalecer os já existentes.

“O programa será implementado em colaboração com as universidades suecas e sul-africanas, e irá contribuir para a formação de 100 doutores, 233 mestres e 16 pós-doutorados”, lê-se no comunicado.

O objectivo é treinar e desenvolver as competências de pesquisa e de supervisão dos colaboradores da UEM, mas também de outras instituições de ensino superior.

Estudantes e pesquisadores da UEM trabalharão em equipas de pesquisa para providenciar conhecimento e soluções para problemas multifacetados de desenvolvimento mencionados em cinco áreas temáticas identificadas pela UEM, nomeadamente população, saúde e bem-estar da sociedade; agricultura, nutrição e segurança alimentar; recursos naturais, ambiente e mudanças climáticas; tecnologia e inovação, educação, cultura; boa governação, ética e direitos humanos.

Cerca da metade dos 100 estudantes de doutoramento continuarão a ser formados no âmbito do “modelo sanduíche”, em universidades suecas e sul-africanas, em áreas cuja capacidade de formação local é ainda limitada.

Farão parte das equipas de pesquisa referidas e terão supervisores locais. Estas equipas irão contribuir através da supervisão, desenvolvimento curricular, apoio aos cursos, conhecimentos em gestão de pesquisa, assim como em projectos de pesquisa conjunta.

Ao longo da sua existência, a UEM registou um crescimento assinalável de parcerias ao nível nacional e internacional, sendo que a parceria com a Suécia é das mais antigas (desde a década de 1970).

“O apoio da Suécia contribuiu consideravelmente na formação de docentes e investigadores da UEM, apetrechamento de laboratórios, melhoramento do ambiente de investigação, incluindo a criação de equipas de investigação, criação de programas de mestrado, entre outros resultados”, ” afirmou o Reitor da UEM, Orlando Quilambo.

Segundo a Embaixadora da Suécia, Marie de Frutos, o desenvolvimento e a competitividade da Suécia são baseados em pesquisas e inovações científicas.

“É com base nisto que a Suécia tem uma parceria longa e de sucesso com a UEM que data há cerca de 40 anos, na qual o apoio Sueco continua a contribuir para a construção da capacidade de pesquisada Universidade, bem como do país no geral”, disse.

Concluiu afirmando que a colaboração com a UEM visa construir capacidade institucional de modo a assegurar que naquela instituição sejam feitas pesquisas de alto padrão e que os cientistas moçambicanos possam produzir conhecimentos científicos que englobem as necessidades essenciais do país.

(AIM)

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