O comércio transfronteiriço na província do Niassa constitui um importante instrumento de estímulo à produção local, de geração de renda das famílias e de criação de emprego local, revela uma avaliação preliminar e mais abrangente do estudo feito pelo Banco de Moçambique (BM).

sso acontece apesar de subsistirem elevados custos de transacção na comercialização doméstica, decorrentes, por um lado, das deficientes ligações entre os centros de produção e de comercialização dentro do país e, por outro, dos constrangimentos na área de infra-estruturas de conservação nas zonas de produção.

A constatação foi nota de realce no discurso do governador do Banco, Rogério Zandamela, que falava hoje durante a abertura da sessão pública do 42º Conselho Consultivo da instituição, que está a decorrer na cidade de Lichinga, capital provincial.

Para os debates no ano em curso, Zandamela disse que o tema eleito para reflexão é intitulado “Comércio Informal Transfronteiriço em Niassa e seus Impactos Económicos e Sociais a Nível Local”, que não obstante retratar o caso específico da província de Niassa, se espera colher contribuições e extrair lições importantes sobre uma realidade que, afinal, caracteriza vários pontos fronteiriços do país.

“Nesta qualidade, interessa-nos quantificar a actividade comercial nas fronteiras, que continua fora do circuito formal, num contexto em que o volume do comércio entre Moçambique e o resto do mundo continua a crescer, o que poderá melhorar a cobertura das nossas estatísticas e permitir um melhor enquadramento da nossa actuação na vertente da política monetária e cambial”, disse o governador.

Segundo a fonte, as principais motivações para a eleição do tema desta reflexão traduzem-se, primeiro, no facto de considerar importante compreender, na qualidade de fazedores de políticas públicas, as características do comércio informal transfronteiriço no país.

Desta feita, segundo a fonte, é possível aferir as suas implicações sobre o comércio externo, o emprego e o rendimento das famílias, de modo a que o delineamento das políticas seja o mais adequado possível ao país real.

“Em segundo lugar, como é do domínio geral, compete ao Banco de Moçambique centralizar e compilar as estatísticas do sector externo para a produção da balança de pagamentos do país”, explicou o governador.

A fonte disse que o país conseguiu recuar, em 2017, a inflação acumulada e homóloga para 5,65 por cento e a taxa média anual para 15,1 por cento, logrando, por conseguinte colocar a inflação no nível previsto nos compromissos de convergência nominal acordados pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

A par do controlo da inflação, no ano transacto, o metical mostrou-se estável em relação às principais divisas transaccionadas no mercado cambial nacional. A título de exemplo, após ter atingido o pico 80 meticais por cada dólar americano, em Setembro de 2016, em Dezembro de 2017 foi cotado, em média, a 58,8 meticais.

(AIM)

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