A campanha para as intercalares em Nampula arrancou, nesta terça-feira (09.01), com críticas dos partidos sobre a destruição de materiais de propaganda, agressões físicas e proibição de campanha em espaços públicos.

De ontem, terça-feira (09.01) até o próximo dia 21 do corrente mês, cinco partidos políticos vão estar no terreno em Nampula, Moçambique, para conquistarem os  296.590 eleitores e eleger um novo Presidente que irá ocupar o cargo deixado por Mahamudo Amuranem assassinado no dia 4 de Outubro do ano passado.

As acusações entre os partidos já se começaram a fazer sentir, apesar do apelo ao “civismo” e “boa conduta” feito ontem pelo órgão da administração eleitoral, CNE.

Alguns dos partidos estão descontentes com a situação que se vive atualmente na região

A Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) queixa-se das provocações perpetradas pela FRELIMO e o MDM.

Segundo Ossufo Ulane, porta-voz do candidato da RENAMO, Paulo Vahanle, o arranque da campanha eleitoral foi “péssimo” e lamenta o comportamento dos dos colegas.

“A FRELIMO arrancou com escaramuças, sobreposição dos nossos panfletos. O MDM, como está ainda a governar a cidade, proibiu a utilização do recinto central de Nampula para realização da abertura da campanha da RENAMO. Também, existem pessoas importadas [alegadamente pela FRELIMO] dos distritos para constarem nos cadernos eleitorais da cidade. Tudo isso significa que já está tudo programado”, lamentou o porta-voz da RENAMO.

AMUSI arranca com “força”

O Partido Acção do Movimento Unido para Salvação Integral (AMUSI) de acordo com o seu líder e candidato Mário Albino Muquissice, “arranca com uma campanha muito forte como se pode ver aqui a multidão”.

O candidato diz esperar que seja uma campanha ordeira e que possa trazer festa. Mas, lembra: “Só que há um contencioso que ficou por resolver por parte da Comissão Nacional de Eleições sobre a regularização dos cartões [dos alegados importados e colocados nos cadernos eleitorais da cidade. Tudo isso significa que já está tudo programado’’, lamentou o porta-voz do AMUSI.

Sobre a existência de novos cadernos eleitorais, de acordo com Luciano Tarieque, o seu partido sabe e pode provar a substituição de 217 cadernos eleitorais da cidade de Nampula por cadernos de outros distritos.

‘‘Queremos exortar aos órgãos competentes que regularizem isso, caso deixem que esperemos no dia 10 de outubro para as eleições normais”, afirma.

FRELIMO nega as acusações 

Entretanto, o FRELIMO, através do seu porta-voz Caifadine Manasse, negou essas acusações e diz que tudo está e deve permanecer sob controlo dos órgãos da administração eleitoral.

‘‘Nós achamos que qualquer problema que possa acontecer com os cadernos eleitorais e outros, devem ser comunicados ao STAE (Secretariado Técnico de Administração Eleitoral) e a Comissão de Nacional de Eleições que devem tomar as medidas adequadas. Todos os partidos políticos com alguma preocupação sobre o processo eleitoral, devem agir como nós da FRELIMO: iremos diretamente ao STAE e o orgão irá explicar o que é que esta a acontecer. Este processo não deve manchar a FRELIMO, porque o partido não é o STAE e muito menos a máquina da administração eleitoral. A FRELIMO é um partido político que vai concorrer em pé de igualdade com outros partidos políticos”, assegura Caifadine Manasse.

Uma só candidata feminina

Filomena Mutoropa, a única mulher que concorre a presidência da terceira maior cidade de Moçambique pelo partido Humanitário de Moçambique (PAHUMO), desclocou-se ao mercado do Comauto, no populoso bairro de Namicopo, para pedir votos aos vendedores.

(Sitoi Lutxeque (Nampula))

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