O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) deverá remeter, hoje, ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo o processo sobre o “Caso LAM”, depois de proferir a acusação definitiva contra os três gestores implicados em actos de corrupção na compra de dois aviões para a companhia de bandeira.

Segundo informações apuradas pelo “Notícias”, o GCCC acusou formalmente Paulo Zucula, ex-ministro dos Transportes e Comunicações, José
Viegas, ex-presidente do Conselho de Administração das Linhas Aéreas de Moçambique, e Mateus Zimba, antigo gestor da petroquímica sul-africana Sasol, de crimes relacionados com branqueamento de capitais.

Os três arguidos chegaram a ficar detidos, em Dezembro último, tendo saído em liberdade mediante pagamento de caução no valor global de 14.5 milhões de meticais (247,557.45 dólares norte-americanos). Paulo Zucula pagou cinco milhões de meticais (85,372.40 dólares), José Viegas, 3.5 milhões (59,754.53 dólares) e Mateus Zimba seis milhões de meticais (102,438.37 dólares).

O caso envolve o pagamento de 800 mil dólares aos arguidos, como condição para a Embraer vender as duas aeronaves à LAM. De acordo com a PGR, para lograr os seus intentos e perante a impossibilidade de a Embraer pagar uma comissão, um gestor sénior da LAM concertou com esta empresa uma sobrefacturação do custo das aeronaves, para daí obter diferença entre o preço real e o constante da factura.

A negociação, segundo revelou este organismo, envolveu a criação, no estrangeiro, de uma empresa que abriu uma conta bancária para a qual foi transferido o valor resultante do esquema de corrupção.

A aquisição das aeronaves foi efectuada com recurso a um empréstimo bancário, concedido por um banco moçambicano, mediante garantidas emitidas pelo Estado.

(AIM)

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