A entrada em órbita do Angosat-1 estava prevista para esta terça-feira às 19 horas locais, depois de concluída a fase de integração do satélite angolano ao módulo lançador.

O lançamento foi feito por meio do foguete transportador ucraniano Zenit, a partir do cosmódromo Baikonur, no Cazaquistão.
O Angosat-1, construído na Rússia, com 1.055 quilos dos quais apenas 262.4 são de carga útil, fica na posição orbital 14.5 E e tem uma potência de três mil 753 W, na banda CKu, com 16C+6Ku repetidores, escreve a agência angolana de notícias Angop.
Como satélite geoestacionário artificial, o Angosat-1 estará localizado a 36 mil quilómetros acima do nível do mar, cuja velocidade coincidirá com a da rotação da terra e conseguirá cobrir um terço do globo terrestre.
O centro de controlo e missão de satélites do Angosat-1 encontra-se na comuna da Funda, norte da província de Luanda. O satélite angolano vai possuir um centro primário de controlo e missão em Angola e outro secundário na Rússia, em Korolev. Este é um dos sete projectos do Programa Espacial nacional e terá 15 anos de ‘vida útil’.
Em declarações a Angop, proferidas em finais de Novembro último, Humberto Mbote, director de relações institucionais da Unitel (operadora angolana de telefonia móvel), explicou que a entrada em funcionamento do Angosat-1 vai tornar mais competitivos os serviços das empresas nacionais em relação às estrangeiras.
Sobre os ganhos do primeiro satélite angolano, Mbote apontou o facto de os custos para a utilização do Angosat-1 poderem ser pagos em Kwanzas, o que vai ter um grande impacto nos preços dos serviços prestados.
Referiu que o facto do satélite angolano cobrir países estrangeiros vai atrair divisas para o país.

(RM-NM)

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