O país já dispõe de uma instituição de investigação marinha, que facilita o estudo e pesquisa de várias matérias, com finalidade diversa da vida aquática, sobretudo para a definição de critérios científicos para a defesa da biodiversidade marinha.

Trata-se de uma infra-estrutura avaliada em pouco mais de um milhão de dólares norte-americanos, construída na ilha de Benquerrua, com um laboratório de estudos científicos marinhos, erguido com base nos fundos da Kissawa, uma empresa privada, que explora o ramo hoteleiro no arquipélago de Bazaruto, numa acção de responsabilidade social.

O governador da província de Inhambane, Daniel Chapo, que inaugurou, recentemente, a infra-estrutura, falou da importância do centro e prometeu ajudar, além dos investidores locais, como também aos estudantes universitários dos ramos de oceanografia, aquacultura entre outros ramos afins.

Chapo espera que o centro traga soluções de pesquisa marinha para o Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto, na conservação da biodiversidade marinha e terrestre.

“Olhando para o nível de equipamento instalado nesta unidade de pesquisa, queremos acreditar que várias instituições académicas e de investigação, dentro e fora de Inhambane, terão um espaço propício para estágios e estudos especializados, com vista, a produzir resultados de várias pesquisas”, disse Daniel Chapo.

O governador de Inhambane indicou que as ilhas do arquipélago de Bazaruto são uma referência nacional e internacional não só no turismo, mas também na biodiversidade biológica, tendo em conta os ecossistemas marinhos e terrestres que as compõem, a exemplo das espécies marinhas, como Dugongos, tartarugas, golfinhos, entre outros.

“A administração do Parque de Bazaruto, deve olhar para este centro como um parceiro estratégico na conservação da natureza, através de pesquisas e solução de problemas específicos das espécies locais”, sugeriu Chapo.

Para Nina Flohr a promotora do investimento, o objectivo do Centro de pesquisa a longo prazo, é aumentar a capacidade de ciência marinha em Moçambique e no Oceano Indico Africano, através de parcerias através da rede de ciência marinha já existente em Moçambique.

“Esperamos receber de uma só vez 12 estudantes que serão alojados aqui enquanto desenvolvem os seus estudos, e a selecção será feita na base de sorteio, onde cada instituição ou individualmente a pessoa submeterá o seu tema ao centro e que o mesmo será avaliado e depois sorteado”, explicou Nina Flohr.

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