Milhares de jovens acabam de se formar para dar aulas no ensino básico, em Moçambique. Mas, Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano diz que não tem dinheiro para contratar todos. Docentes não se dão por vencidos.

Os professores dizem estar preparados para o que der e vier. E prometem dar luta, depois do Ministério da Educação anunciar que não tem dinheiro para contratar novos docentes.

Eugénio Francisco, por exemplo, acaba de se graduar na província de Manica, para dar aulas no ensino básico. Garante que não vai baixar os braços até ser contratado.

“Enfrentarei essa batalha do emprego, pois – se calhar e se selecionarem pelas médias – eu poderei ser uma das pessoas a serem escolhidas, pois a minha média é considerável. Eu aposto para servir a sociedade sendo um bom futuro professor, pois aprendi tantas metodologias de modo a alavancar a Educação, ensinando as crianças, usando o material didático. Dizer que a sociedade pode esperar por um bom professor”, diz.

Filomena Óscar, outra recém-graduada, também lamenta a falta de vagas para os novos docentes – sobretudo, porque é preciso apostar na Educação.

“Com todas as forças, vou dar o meu máximo para conseguir enquadrar-me. Trabalhar com muita força para acabar com o analfabetismo e dar o meu melhor para superar todos os problemas”, afirma.

Falta dinheiro

Tal como Eugénio Francisco e Filomena Óscar, acabam de se graduar em Moçambique oito mil novos docentes. Mas, segundo o diretor nacional para Alfabetização e Educação de Adultos, Laurindo Nhacune, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano só tem dinheiro para contratar dois mil profissionais.

“Para o próximo, 2018, em princípio, nós precisaríamos de todos os professores formados. Porém, isso não vai acontecer assim, por causa das limitações económicas ou financeiras que neste momento o país atravessa”, conta.

“Há um número indicativo que é de dois mil professores a serem contratados. Nós precisaríamos de 8.500 professores, que é o número que temos contratado anualmente. Mas o próximo ano, 2018, vai ser um ano atípico, assim podemos considerar, porque não vai ser possível a contratação de todos”, explica.

Ainda segundo Nhacune, uma alternativa é esperar que as vagas fiquem disponíveis.

“O facto de que anualmente temos tido algumas vagas de professores que por diversas razões desistem – ou por motivos naturais, por morte. Então, essas vagas serão cobertas pelos actuais graduados”, revela o diretor nacional para Alfabetização e Educação de Adultos.

Outra alternativa é esperar pelo próximo ano.

Bernardo Jequete (Chimoio)

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