Emmerson Mnangagwa assumiu a liderança do Zimbabwe no mês passado depois da renúncia do seu antecessor, Robert Mugabe. Na sua investidura prometeu reavivar a economia e criar empregos, num país com uma taxa de desemprego é muito elevada.

Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) comprometeu-se terça-feira a conceder ao Zimbabwe um empréstimo no valor de 1,5 mil milhão de dólares, para reactivar a economia do país, actualmente dirigido pelo novo presidente da república.

Emmerson Mnangagwa assumiu a liderança do Zimbabwe no mês passado depois da renúncia do seu antecessor, Robert Mugabe.

Na sua investidura prometeu reavivar a economia e criar empregos, num país com uma taxa de desemprego é muito elevada.

O Afreximbank foi o único credor internacional que esteve no Zimbabwe durante os 37 anos da liderança de Mugabe, mas o seu rápido anúncio de um novo pacote de empréstimos e garantias parece ser um voto de confiança ao novo governo.

O Afreximbank, com sede no Cairo, capital do Egipto, foi um importante financiador do Zimbabwe, após ter sido excluído do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BIRD), devido ao incumprimento no serviço da dívida, em 1999.

O Presidente do Afreximbank, Okey Oramah, disse à jornalistas, depois de um encontro com Mnangagwa e altos funcionários do governo, que a instituição que dirige vai providenciar aos bancos zimbabweanos 150 milhões de dólares, com vista a ajudá-los a pagar importações consideradas críticas.

“Nós também discutimos uma série de outras áreas que envolvem investimentos adicionais na ordem de mil milhão a 1,5 mil milhão de dólares, que vão incluir certos tipos de garantias para encorajar os investidores a apostarem no Zimbabwe”, disse Oramah.
“Nós queremos apoiar a estabilização da economia, o que significa fornecer liquidez para resolver o problema das pessoas estão constantemente a correr a procura de dinheiro”, disse.

Antes de Mugabe renunciar a presidência, o Afreximbank concedeu ao Zimbabwe 600 milhões de dólares para ajudar o país a pagar importações e 300 milhões de dólares para a emissão de bond notes (títulos), que são usados nas transacções comerciais.

O Zimbabwe tem uma dívida externa de mais de sete mil milhões de dólares e em Setembro deste ano disse que não poderia pagar 1,8 mil milhão em atraso ao Banco Mundial e ao Banco Africano de Desenvolvimento, até a recuperação da economia.

(AIM)

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