A unidade médica de hemodiálise, destinada ao tratamento de pacientes com problemas de disfunção renal, entrará em funcionamento a partir do mês de Janeiro do próximo no Hospital Central da Beira (HCB).

A unidade médica de hemodiálise, destinada ao tratamento de pacientes com problemas de disfunção renal, entrará em funcionamento a partir do mês de Janeiro do próximo no Hospital Central da Beira (HCB), centro de Moçambique, segundo garantias dadas por uma fonte do Ministério da Saúde (MISAU).

A montagem do equipamento da referida unidade, que é espécie de uma máquina de rins artificiais, iniciou em Setembro deste ano. Após a conclusão deste trabalho, que se presume tenha durado cerca de um mês e meio, os serviços não foram disponibilizados, facto que levou os utentes a julgar que a entrada em funcionamento estava refém da inauguração oficial.

Segundo o “Diário de Moçambique” de hoje, em declaração à imprensa na Beira, Usse Isse, director nacional de assistência médica, disse que o seu pelouro não está à espera de nenhuma cerimónia de abertura, mas está a cumprir um cronograma de preparação que vai culminar, a breve trecho, com a abertura destes serviços à semelhança do que irá acontecer em Nampula (norte), onde o MISAU está a montar uma unidade do género.

“Os serviços de hemodiálise são especializados e requerem a componente formação de recursos humanos. Já temos para as equipas especializadas de médicos e enfermeiros, as quais estão neste momento a ser formadas em relação ao uso do equipamento e manutenção. O treinamento está a ser feito por uma equipa vinda do Hospital Central de Maputo” – revelou Isse, referindo que a meta do MISAU é de até ao mês de Janeiro do próximo ano pôr a enfermaria a funcionar.

Questionamento sobre os passos já dados, Usse Isse fez saber que foi já concluído o processo de montagem de 10 aparelhos com as respectivas cadeiras.

“Estamos neste momento a formar os recursos humanos locais, nomeadamente médicos, enfermeiros e pessoal de apoio, visando garantir o bom funcionamento logo que a unidade iniciar o tratamento”, reiterou Isse, para quem o início das actividades daqueles serviços representará uma mais-valia, na medida em que os doentes com problemas de disfunção renal deixarão de se deslocar ao Hospital Central de Maputo, que fica superlotado, a fim de receber tratamento.

“Assim sendo, pelo menos a população da zona centro poderá se beneficiar destes serviços. Portanto, os doentes deixarão de ir a Maputo ou ao estrangeiro para tratar de problemas de disfunção renal” – disse Isse, revelando que o seu pelouro perspectiva instalar serviços do género no Hospital Geral de Quelimane, na Zambézia, centro do país.

Questionado sobre o custo da instalação de equipamento, o interlocutor fez saber que toda a operação custou aos cofres do Estado 40 milhões de meticais (671,117.50 dólares norte-americanos).

A Hemodiálise é um procedimento por meio do qual se faz o sangue do doente circular através de um aparelho externo denominado dialisador.

(AIM)

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