O Banco Mundial anunciou nesta esta semana na Cúpula do Clima, em Paris, que deixará de financiar a exploração e a extracção de petróleo e gás após 2019.

Com esta iniciativa, a instituição multilateral busca adoptar os objectivos do Acordo de Paris, de 2015, explicou em um comunicado.

Enquanto cada vez mais os actores financeiros mostram sua vontade de se desvincular do carvão, a energia mais poluente, o BM é o primeiro banco multilateral a assumir tal compromisso para a exploração e produção de petróleo e gás.

O BM, no entanto, indicou que poderá contemplar ressalvas para os países com “circunstâncias excepcionais” – em vias de desenvolvimento, ou com necessidades específicas em termos de energia.

Em 2016, o financiamento do BM às indústrias de petróleo e gás representou 1,6 bilhão de dólares, menos de 5% dos financiamentos totais no ano.

Os aportes de exploração e produção representam cerca de 2% do portfólio do Banco, que afirma estar alinhado com seu objectivo dedicar 28% de seus empréstimos à luta a favor do clima até 2020.

Além disso, a partir do ano que vem, a instituição, que o banco multilateral mais importante do mundo, vai publicar anualmente todas as emissões de gases do efeito estufa decorrentes de projectos financiados pelo BM nos sectores mais emissores, como o energético, anunciou.

O Banco ainda vai passar a considerar um preço interno do carbono em seus investimentos futuros.

O BM é co-organizador, ao lado da ONU, da Cúpula de Paris, que aconteceu nesta terça-feira.

O objectivo da reunião, convocada pelo presidente francês Emmanuel Macron, era de reforçar a mobilização do universo financeiro mundo, privado e público, para lutar contra o aquecimento climático. (RM-YN)

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