O vice-ministro da Saúde de Moçambique, João Leopoldo, exortou hoje em Maputo os profissionais do setor a colaborarem com os médicos tradicionais para travarem os casos de abandono de tratamento por parte de doentes com tuberculose.

Falando durante a “Reunião Nacional sobre o Envolvimento da Medicina Tradicional no Combate à Tuberculose”, João Leopoldo afirmou que os médicos tradicionais, como são conhecidos os curandeiros em Moçambique, podem ser parceiros importantes na luta contra o abandono do tratamento, devido à relação de confiança que mantém com os doentes, principalmente nas zonas rurais.

“A comunicação com este tipo de pacientes é muitas vezes mais eficaz através dos companheiros que exercem a prática da medicina tradicional”, disse João Leopoldo.

Os médicos tradicionais, prosseguiu, têm a vantagem de combinar o fator etiológico da doença com o cultural na interação com os doentes de tuberculose.

“Era preciso que a saúde olhasse para praticantes da medicina tradicional como parceiros, mas olhar como parceiros não no sentido folclórico”, defendeu o vice-ministro da Saúde.

A cooperação entre os médicos tradicionais e os profissionais da Saúde, continuou, deve ser genuína visando persuadir os doentes a regressarem ao tratamento.

Falando aos jornalistas, à margem da reunião, o presidente da Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique (Ametramo), defendeu a capacitação dos praticantes desta atividade na deteção de situações de saúde que só podem ser resolvidas através da medicina convencional.

“Temos que ser capacitados em saber como perceber que alguém padece de um problema que não está ao alcance da nossa área”, afirmou Fernando Mathe.

(LUSA)

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