Os resultados operacionais da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) vão atingir 3.5 mil milhões de meticais (57,708,533 dólares norte-americanos) até ao final do ano, o correspondente a um crescimento de 11 por cento em relação a igual período do ano passado.

Falando esta quarta-feira por ocasião da abertura da Reunião de Apreciação e Aprovação do Orçamento da empresa para o exercício económico de 2018, o presidente do Conselho de Administração da companhia, Miguel Matabel, frisou que a empresa também espera que os resultados financeiros e globais da companhia cresçam na mesma grandeza. “Estes resultados animadores só nos encorajam a prosseguir e nunca nos acomodarmos”, sustentou Matabel, citado hoje pelo “Notícias”.

‘O gestor da companhia ferroviária nacional referiu ainda que os alertas emitidos, tanto pelo Banco de Moçambique, como pelo Ministério da Economia e Finanças sobre as dificuldades que o país poderá enfrentar no próximo ano, são prova da necessidade de se redobrar as atenções na gestão da companhia.’

A nossa empresa não será uma ilha dentro deste país, a ponto de não sentirmos o abalo. Por isso, gostaria de reiterar a necessidade de uma disciplina orçamental rigorosa de modo a que, efectivamente, possamos blindar a nossa casa e atingirmos o que foi planeado para cada um dos sectores”, sustentou Malabel.

A Reunião de Apreciação e Aprovação do Orçamento dos CFM realiza-se anualmente juntando quadros superiores da empresa de quase todo o país.

Sem apresentar detalhes numéricos, Miguel Matabel explicou que, antigamente, o orçamento se limitava aos gastos referentes apenas às despesas. “Actualmente é uma ferramenta que auxilia também a tomada de decisões”, explicou.

Acrescentou que para a concretização destes pressupostos, afigura-se importante que todos os envolvidos tomem em consideração o princípio da priorização do emprego mais eficiente dos recursos alocados para a concretização dos projectos propostos e evitar a ocorrência de desvios que poderão levar a dispêndios desordenados e sem critérios estabelecidos.

Mais adiante, o PCA dos CFM observou que é aceitável que algumas variações possam acontecer e não causarem alarmes, se as mesmas oscilarem dentro de um parâmetro determinado. Mas outras poderão constituir motivo de preocupação, sobretudo, quando não houver, da parte do proponente, sensibilidade e preocupação pela adopção de uma política de gestão proactiva, cuja actuação passa pela escolha de algumas acções em detrimento de outras disponíveis.

Reconhecendo que a aprovação do Orçamento para o próximo ano não pode ser vista como o fim de tudo, Miguel Matabel apelou aos dirigentes da empresa para que, diante de situações adversas que possam surgir, cada gestor use o engenho e a arte para contorná-las.

(AIM)

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