Tomou posse, esta segunda-feira, o primeiro Executivo do Zimbabué após 37 anos de governação de Robert Mugabe. O Governo inclui antigos ministros de Mugabe e militares. Oposição ficou de fora.

A prioridade do novo Governo zimbabueano é revitalizar a economia do país, anunciou esta segunda-feira (04.12) o Presidente Emmerson Mnangagwa .

“Acredito que a minha equipa está à altura do desafio”, disse o chefe de Estado na tomada de posse do novo Governo. “Quero que eles [os zimbabueanos] estejam unidos, temos de fazer com que a nossa economia cresça”.

A taxa de desemprego no Zimbabué ronda os 90 por cento.

O novo Executivo tem 22 membros, menos 11 do que o anterior, e, segundo Mnangagwa, terminará “o mandato do antigo Presidente, que é um período entre seis e sete meses”. Depois, o Zimbabué irá a votos.

Com aliados do ZANU-PF, sem oposição

Emmerson Mnangagwa tomou posse a 24 de novembro, depois do afastamento do Presidente Robert Mugabe.

No entanto, o novo chefe de Estado tem sido alvo de críticas por nomear ex-governantes do Executivo de Mugabe e militares que desempenharam um papel fundamental na destituição do ex-Presidente. Sibusiso Moyo, o major-general que anunciou na televisão o levantamento militar contra Mugabe, assumiu a pasta dos Negócios Estrangeiros e o marechal da Força Aérea Perrance Shiri ocupa agora o cargo de ministro da Agricultura.

Além disso, nenhum membro da oposição integra o novo Governo, contrariamente ao que esperavam alguns observadores. De acordo com Chris Mutsvangwa, um conselheiro do Presidente, Mnangagwa teria entrado em contacto com o Movimento pela Mudança Democrática (MDC) para formar um “Governo inclusivo”, mas o líder do partido, Morgan Tsvangirai, teria rejeitado a proposta. O MDC nega, porém, que isso tenha acontecido, segundo a agência de notícias Reuters.

“No que nos diz respeito, nunca houve qualquer contacto entre o Presidente Mnangagwa, o ZANU-PF [União Africana Nacional de Zimbabué – Frente Patriótica, no poder] e o nosso partido sobre a possibilidade de inclusão ou envolvimento dos nossos membros no Governo”, afirmou Nelson Chamisa, vice-presidente do MDC.

(Lusa)

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