Cento e vinte médicos, entre moçambicanos e estrangeiros, estão a ser avaliados desde esta segunda-feira no Hospital Central de Maputo (HCM), num programa que visa harmonizar os padrões de atendimento em países africanos.

A iniciativa é do Ministério da Saúde (MISAU), em parceria com a Associação Moçambicana dos Cirurgiões, e é concretizada pelo Colégio de Cirurgiões do Este, Centro e África Austral (COSECSA).

Segundo o ‘Notícias’, com um júri internacional constituído por 80 especialistas oriundos de diversos cantos do mundo, foram examinados segunda-feira os primeiros 58 médicos, devendo os restantes ser avaliados hoje.

São cirurgiões de todas as especialidades, com destaque para a cirurgia geral, maxilofacial, ortopédica, cardiovascular, dentre outras.

Os resultados dos exames serão divulgados quarta-feira, dia reservado igualmente à cerimónia de graduação que contará com a presença do Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, segundo os organizadores.

Paralelamente aos exames dos cirurgiões, decorreu segunda-feira, no recinto do HCM, uma formação de cirurgiões pediátricos em anastomose intestinal para recém-nascidos, que contou com a participação de médicos nacionais.

Entretanto, um outro encontro vai juntar quarta-feira 500 médicos-cirurgiões de vários países africanos para troca de experiência.

Resumindo o mote da reunião, Assis da Costa, representante da COSECSA, em Moçambique, é citado pelo jornal a dizer que a saúde é uma ciência que, como outras evoluiu, sendo por isso que não se pode parar no tempo, sob risco de descontextualização.

Para além de garantir serviços com qualidade, é uma das atribuições do COSECSA fazer a acreditação das instituições que reúnem condições para acolher uma formação do nível internacional, à semelhança da que acontece em Maputo.

O Hospital Central da Beira foi este domingo acreditado para o efeito e, futuramente, poderá acolher os exames do Colégio.

(AIM)

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