O Fórum de Gestão do Ensino Superior nos Países e Regiões de Língua Portuguesa, FORGES, deve usar o idioma que une as nações para maximizar a mobilidade académica para, entre outros aspectos, a troca de experiência e potenciação da investigação.

O ponto de vista foi defendido pelo ministro da Ciência, Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional, MCTESTP, Jorge Nhambiu, que falava na abertura do sétimo FORGES, que terminou há dias na cidade de Maputo.

Para o governante, a mobilidade abre espaço para a criação de grupos de pesquisa multidisciplinares. A acção, acrescentou, faz da investigação a base para os processos de ensino-aprendizagem, extensão, gestão e administração universitária.

Nos últimos anos, registou-se um aumento exponencial do número de graduados do ensino superior nos países de língua portuguesa. O facto desafia os graduados a serem mais capazes. Assim, estes devem oferecer os seus serviços, como também criar novos postos de trabalho para si e para terceiros, através da aposta no empreendedorismo.

“Congratulamo-nos por saber que a empregabilidade dos graduados constitui uma das preocupações da conferência. Esperamos, por isso, que no decurso do evento sejam abordadas as melhores formas de produzir quadros capazes de criar o auto-emprego”, disse.

Para Nhambiu, o progresso das nações depende, em larga medida, das possibilidades que o sistema educativo oferece. A educação permite a interpretação correcta da realidade circundante e, por conseguinte, a sua transformação eficiente e favorável, visando responder satisfatoriamente aos anseios de crescimento e desenvolvimento socioeconómico.

Acredita que as instituições de ensino superior são fontes por excelência de produção de conhecimento para sustentar o desenvolvimento social, cultural e económico das nações.

Na conferência, Moçambique esteve representado por cinco instituições de ensino superior, nomeadamente a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Universidade Politécnica (A Politécnica), Universidade Zambeze (UniZambeze), Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI) e Universidade Pedagógica (UP).

O evento decorreu sob o lema “O papel do Ensino Superior para o Desenvolvimento dos Países de Língua Portuguesa”, tendo juntado, durante três dias, estudantes, gestores universitários, docentes e investigadores nacionais e dos países convidados, para reflexão em torno da gestão do ensino superior.

(RM-JN)

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