Pouco mais de trezentos e noventa mil estudantes serão submetidos aos exames finais do ensino secundário geral, 10.a e 12.a classes, num processo que inicia esta segunda-feira e termina sexta–feira à escala nacional.

Os exames, sob coordenação e administração do Conselho Nacional de Exames, Certificação e Equivalência do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), envolvem 264.652 alunos da 10.a e 126.617 da 12.a classe.

Os alunos da 10.a classe vão realizar cinco exames, nomeadamente Português, Matemática, Biologia, História e Inglês, enquanto os da 12.a classe serão submetidos a quatro disciplinas, dependendo das áreas que cada um segue (ciências exactas ou letras).

Para o efeito, foram criados 8116 centros de exames e constituídas equipas de júri e supervisores que vão acompanhar todo o processo, rectificando o que está a falhar e evitar prováveis fraudes.

O director do Conselho Nacional de Exames, Certificação e Equivalência do MINEDH, Feliciano Mahalambe, esclareceu que os exames da 12.a classe têm uma importância acrescida porque marcam a saída do ensino secundário para o superior.

“Os estudantes da 12.a classe são candidatos ao ensino superior, por isso estes exames são os mais importantes para o MINEDH. É nestas provas que há muitas emoções, daí que os alunos, professores e pais e encarregados de educação são chamados para tudo fazerem de modo a evitar as fraudes académicas”, disse.

A fonte esclareceu que a província de Maputo apresenta o maior número de examinandos da 10.a classe (34. 956 alunos), seguido da cidade capital, com 31.544 estudantes. Para a 12.a classe, a província de Nampula vai avaliar 17.566 estudantes, enquanto a Zambézia examina 15.134 alunos.

Feliciano Mahalambe revelou que a província de Cabo Delgado é a que apresenta o menor número de estudantes em exames da 10.a classe, 11.565, sendo que Niassa possui 16.892.

Na 12.a classe, a província de Cabo Delgado continua o último lugar em termos de número de inscritos para os exames, com 5094 alunos, seguido de Tete, com 8600 estudantes.

O reduzido número de estudantes nas províncias de Tete, Niassa e Cabo Delgado justifica-se, segundo Mahalambe, pelo facto de estas regiões serem predominantemente agrícolas e poucas crianças terem oportunidade de ir à escola.

Feliciano Mahalambe apela à calma e tranquilidade de todos os intervenientes, desde professores, alunos, pais e encarregados de educação, porque os exames são, segundo ele, uma forma de aferir os conhecimentos adquiridos durante o ano.

(RM-JN)

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