Moçambique acaba de introduzir a identificação electrónica de animais, através da implantação de microchip em cães e gatos, com intuito de prevenir e controlar a raiva, ajudar na recuperação mais rápida em caso de perda e comprovar a propriedade em situações de roubo.

Trata-se de dispositivos a serem colocados em animais e que permitirão às autoridades veterinárias a recolha de informação relevante sobre a situação do cão ou gato, desde a data da última vacinação e facilitar o trânsito destes em caso de exportação.

Segundo o chefe do Departamento de Higiene e Saúde Pública na Direcção Nacional de Veterinária (DINAV), Fernando Rodrigues, citado hoje pelo “Notícias”, um microchip é um pequeno circuito de computador programado com um código alfanumérico contendo uma identificação única e exclusiva, pelo que nunca existem dois microchips com o mesmo número.

‘A identificação electrónica é a forma mais eficaz e segura de identificar o animal e cadastrar o proprietário de forma definitiva. A nível internacional, a gestão de identificação electrónica é realizada e garantida pelo ICAR (International Committee for Animal Recording), sendo o código atribuído a Moçambique-508’, explicou Rodrigues.

Com a obrigatoriedade da colocação dos dispositivos em animais, a ser decretada por legislação municipal, os proprietários de cães e gatos deverão proceder à implantação dos chips nas clínicas veterinárias, numa acção a ser coordenada pela Ordem dos Médicos Veterinários (OMVM).

‘Antigamente, os animais eram identificados através de coleiras, onde constavam o número do animal e a marca de vacinação. Em bovinos e caprinos inventou-se os brincos ou marcas de fogo para identificar. Só que isso foi ficando ultrapassado e as coisas se tornaram mais digitais’, acrescentou a fonte.

Antes da introdução dos microchips moçambicanos, os proprietários de animais eram obrigados a fazer o cadastro dos seus cães na África do Sul ou em Portugal, para poderem viajar com os seus bichos de estimação.

‘Se um cão foi implantado com um microchip padrão em Moçambique e viaja para a Europa com seus proprietários e se perde, os scanners poderão ler o microchip do cachorro. Se o mesmo tiver sido implantado com um microchip não ISSO (de padrão internacional), o chip do cão pode não ser detectado ou lido pelo scanner’, afirmou.

A obrigatoriedade da implantação dos dispositivos está refém de aprovação de legislação complementar pelos conselhos municipais. Como forma de reduzir os encargos, por exemplo, o Conselho Municipal de Maputo está à procura de parceiros que possam apoiar no processo de aquisição dos microchips.

De acordo com a fundamentação da proposta, a introdução dos microchips é a única maneira de se realizar um programa sanitário sério, nomeadamente a vacinação contra a raiva, e permite ter a certeza de que foi aquele animal que foi vacinado, sem ter de recorrer a análises de laboratório.

(AIM)

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