O número de crianças das zonas rurais com uma leitura fluente nas primeiras classes do ensino primário, em Moçambique, subiu nos últimos três anos, de acordo com um relatório de uma organização-governamental hoje divulgado.

“Pelos resultados que tivemos, notamos que há uma gradual progressão na fluência de leitura das crianças”, disse à Lusa Mohammad Bine, coordenador do estudo, realizado pelo Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil.

Aquele responsável falava, em Maputo, momentos após a apresentação do relatório, segundo o qual a proporção de crianças nas salas de aulas capazes de fazer uma leitura fluida subiu de 10% para 48% nos últimos três anos.

A pesquisa, baseada na observação, inquérito e entrevistas, teve como amostra sete distritos das províncias de Nampula e Zambézia, norte e centro, respetivamente.

Apesar de o estudo observar melhorias na leitura das crianças, Mohammad Bine defende que “há ainda um longo caminho pela frente”.

Entre os desafios apontados pela organização, destaca-se a necessidade de adequação do currículo à realidade das comunidades e a melhoria das infraestruturas escolares, bem como a capacitação dos professores.

“Precisamos de continuar com o treino dos professores e melhoria da monitorização da sua actividade”, acrescentou aquele responsável, lembrando que a mudança de um currículo implica sempre uma nova capacitação do corpo docente.

Lusa

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