O Instituto Superior de Administração Pública moçambicana (ISAP) vai interromper, a partir do ano lectivo de 2018, os cursos de licenciatura, passando a concentrar-se na sua vocação principal de oferecer formação profissionalizante de curta duração aos funcionários e gestores do Estado.

Segundo o ‘Notícias’, o facto é justificado pelo director-geral da instituição, Eduardo Chilundo, com a necessidade de inverter o cenário que se verifica de “corrida” aos cursos de formação superior ministrados de forma complementar.

Explicou que no fim de cada curso profissionalizante eram escolhidos os alunos mais aplicados para uma formação de licenciatura, como forma de estimulá-los, desviando, assim, a vocação da instituição, o que se pretende recuperar a partir do próximo ano.

Motivados pela necessidade de melhorar a sua situação salarial, que, à luz do qualificador vigente, se baseia no grau académico, muitos funcionários do Estado e não só concorreram a vagas nos cursos de licenciatura no ISAP, aumentando, de ano para ano, a procura pelos mesmos.

‘Neste momento estamos a ministrar cursos de licenciatura, mas o funcionário vem ao ISAP para fazer um curso profissionalizante, que chamamos de certificado profissional superior em administração pública do tipo 2, com a duração de um ano e cujas habilitações literárias é a 12.ª classe. Àqueles que terminam o curso com bom aproveitamento, oferecemos a possibilidade de fazer a licenciatura, mas daqui em diante não teremos novas admissões’, disse Chilundo, citado pelo jornal.

Falando semana passada, no final do curso executivo para secretários-gerais e permanentes de nível central, Eduardo Chilundo enalteceu a pertinência da organização de capacitações de curta duração, indicando que se enquadram na missão do ISAP de conferir competências aos funcionários públicos dos mais diversos níveis.

‘Organizamos regularmente estes cursos de curta duração, de forma a conferir melhor prestação aos funcionários nas suas atribuições e, por via disso, melhorar o desempenho das instituições públicas, ajudando a função pública a prestar bons serviços aos cidadãos’, explicou o director-geral do ISAP.

São alvos das formações do ISAP todos os funcionários em geral, desde os que ocupem cargos de direcção e de chefia no campo político, como governadores e administradores, bem como a nível técnico, como directores nacionais e chefes de departamento.

Os cursos ministrados são desenhados especificamente para um determinado grupo-alvo, tendo em consideração todos os factores envolventes e os desafios em causa.

‘No caso concreto dos secretários permanentes, o curso foi desenhado com base nas dificuldades e desafios a que são expostos, sendo que, desta forma, foram seleccionadas matérias e conteúdos específicos. Os próprios facilitadores foram escolhidos tendo em conta a sua experiência na função e outros de nível mais elevado com conhecimento bastante para transmitir’, disse Chilundo.

Uma das formas de expandir a abrangência da instituição é a introdução de cursos de ensino à distância, o que poderá ajudar a alcançar funcionários que se encontram nas zonas recônditas.

Com sede em Maputo, o ISAP realiza actividades em todas as províncias, ministrando neste momento cursos em Inhambane (sul), Sofala (centro), Gaza (sul) e Cabo Delgado (norte), tendo como aposta alcançar os distritos.

(AIM)

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here