A Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) de Moçambique vai avaliar a possibilidade de exumação e identificação dos oito corpos das vítimas do acidente de Zavala, província de Inhambane, com vista à sua entrega aos respectivos familiares para um enterro condigno.

O desastre envolveu um autocarro da marca Yutong, que pegou fogo depois de embater em obstáculo fixo, provocando a morte imediata de 12 pessoas, 11 das quais carbonizadas.

Devido a dificuldades na identificação das vítimas, oito corpos foram sepultados numa vala comum no local do acidente.

Falando quarta-feira em conferência de imprensa, o presidente da CNDH, Custódio Duma, disse que a comissão vai avaliar a possibilidade de exumação e identificação com vista à entrega dos corpos aos seus familiares para um enterro condigno.

“A vala comum é uma possibilidade a ter em conta, mas entendemos que só pode ser quando não houver outra alternativa. Neste caso, é preciso certificar-se de que as autoridades esgotaram todas as hipóteses de identificação das vítimas que morreram carbonizadas”, disse Duma, citado hoje pelo “Notícias”.

Acrescentou que, tendo em conta o avanço tecnológico, a CNDH ainda não tem certeza se as autoridades, de facto, esgotaram todos os mecanismos possíveis para identificar as vítimas, daí a possibilidade de se abrir a investigação.

“O normal é que havendo óbito, o corpo seja entregue aos seus familiares para a realização de um enterro digno. Sabemos que a identificação dos corpos leva um tempo relativamente longo e a celeridade com que os oito corpos foram enterrados numa vala comum levanta questões”, indicou Duma.

(AIM)

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