A decisão do Tribunal Supremo do Quénia, anunciada a 1 de Setembro, de anular as eleições presidenciais levanta questões sobre a integridade dos observadores eleitorais internacionais.

Vários grupos de observadores disseram que as eleições gerais quenianas foram justas e credíveis apesar de o líder da oposição, Raila Odinga, denunciar uma massiva fraude.

Um dos mais importantes grupos de observadores foi o Carter Centre, dirigido pelo antigo secretário de estado dos Estados Unidos, John Kerry, que disse que as eleições foram transparentes.

Várias pessoas em todo o mundo, incluindo quenianos nas redes sociais, exprimiram a sua insatisfação com a missão de observação.

A oposição disse que aquela avaliação positiva foi feita para agradar ao partido no poder, à comunidade empresarial do país, bem como aos investidores internacionais que detêm enormes interesses no Quénia, que é a maior economia da África Oriental.

Raila Odinga tinha exigido um reexame do papel dos observadores às eleições no Quénia, que colocaram a estabilidade do país à frente da credibilidade das eleições e, disse ele, os observadores “apressaram-se a agir para limpar a fraude.”

Mais tarde, a missão desmentiu a sua própria declaração inicial ao afirmar que a primeira fase do escrutínio foi credível mas que tinha dúvidas sobre a transmissão dos resultados.

(Africanews)

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