Duas fábricas de processamento de sementes deverão entrar em funcionamento, ainda este ano, na vila de Ulónguè, no distrito de Angónia, província central de Tete.

Com a entrada em funcionamento destas novas unidades, a vila de Ulónguè passará a contar com três fábricas de processamento,sendo que a primeira instalada é de processamento de farinha de milho.

Segundo o director dos Serviços Distritais de Actividades Económicas (SDAE), Damião Pitala, neste momento decorrem os trabalhos de colocação de postes para o transporte da corrente eléctrica para o funcionamento das duas unidades fabris, as primeiras de processamento de sementes a serem implantadas na província de Tete, que deixará de depender da cidade de Chimoio, na província vizinha de Manica, ou de outras regiões do país, ou ainda do exterior.

“O que falta neste momento é a corrente eléctrica para pôr a funcionar as duas fábricas de processamento de sementes. Mas o trabalho de colocação de postes para o transporte de energia já está a ser efectuado. Uma fábrica está logo na entrada da vila e a outra está na zona de Chindequi”, explicou a fonte.

Pitala afirmou que as duas fábricas vão garantir a selecção de sementes de milho, feijões e soja, entre outras, uma actividade que é esperada com muita ansiedade na vila, ‘porque não tínhamos cá em Tete, visto que só dependíamos da cidade de Chimoio”.

‘A instalação das duas unidades fabris será uma mais-valia para a província de Tete. Afinal, nós produzimos aqui o milho, mas tínhamos que ir à cidade de Chimoio para processar a semente”, acrescentou.

Outro ganho resultante da instalação das duas fábricas de sementes será o baixo preço a ser praticado localmente, o que favorecerá aos camponeses do planalto de Angónia e não só, que contempla também os distritos de Tsangano, Macanga e Chifunde, potenciais na produção agrária.

“Acreditamos que os preços a serem praticados serão relativamente baixos, o que vai estimular aos produtores que tanto precisam de semente melhorada para garantir a sua produção e produtividade”, afirmou o director dos Serviços Distritais de Actividades Económicas de Angónia.

Em Angónia também está instalado um complexo de cinco silos para o armazenamento de cereais e não só. Segundo a fonte, a sua entrada em pleno funcionamento está dependente da corrente eléctrica.

“Há problemas de energia, mas pensamos que vão ser solucionados para garantir que os camponeses possam guardar a sua produção para o uso na altura das necessidades”, afirmou.

(AIM)

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