Ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Sigmar Gabriel, anunciou a suspensão da maior parte das exportações de armas face ao agravamento da situação dos direitos humanos na Turquia.
pressão da Alemanha sob Ancara aumenta após a detenção de vários cidadãos alemães na Turquia. Segundo o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Sigmar Gabriel, a maior parte das exportações de armas da Alemanha para a Turquia foi suspensa devido ao agravamento da situação dos direitos humanos no país.
“Suspendemos os maiores pedidos feitos pela Turquia – e não são poucos”, afirmou Gabriel na segunda-feira à noite. De acordo com o ministro, há, porém, alguns requerimentos que terão de ser despachados por razões contratuais. Pedidos de exportação de veículos também serão enviados.
Segundo a agência de notícias alemã DPA, desde o início do ano, o Governo alemão já autorizou a exportação de mais de 25 milhões de euros em armamento para a Turquia.

Detenções arbitrárias
O anúncio do governante surge pouco depois de o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha divulgar que mais dois cidadãos alemães terão sido detidos na Turquia, no domingo, por motivos políticos.
As detenções ocorrem no âmbito de uma “purga” lançada pelo Governo de Ancara após uma tentativa de golpe de Estado, no ano passado. O jornalista germano-turco Deniz Yücel está preso desde o início do ano, acusado de terrorismo. Outros 12 cidadãos alemães também estão detidos por razões políticas, segundo Berlim.

Alertas cruzados
Na semana passada, Berlim emitiu um alerta, em que afirma que todos os cidadãos da Alemanha que viajam para a Turquia estão sujeitos a prisões arbitrárias, mesmo em zonas turísticas. Em resposta, Ancara chamou a atenção da comunidade turca na Alemanha para o perigo de possíveis ataques racistas durante a campanha eleitoral alemã.
A chanceler Angela Merkel sublinha, no entanto, que os cidadãos turcos na Alemanha não estão em perigo. Na segunda-feira, Merkel voltou a defender o fim das negociações de adesão da Turquia à União Europeia.
“Mudámos as nossas políticas em relação à Turquia. Não vamos negociar um alargamento da união aduaneira e, em Outubro, o Conselho Europeu irá discutir se deve suspender as negociações de adesão da Turquia”, afirmou. “Somos criticados muitas vezes pela comunidade turca, mas é preciso deixar claro que temos outros pontos de vista.”

(LUSA)

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