Violentos confrontos eclodiram na manhã desta segunda-feira na cidade somali de Balad Hawo, junto à fronteira com o Quénia, depois de o grupo rebelde al-Shabaab ter detonado um carro-bomba numa base militar e iniciado um forte tiroteio, disse à agência noticiosa Reuters um porta-voz do grupo.

O al-Shabaab, que luta para impor na Somália a sua estrita interpretação do islão, tem lançado frequentes ataques em Mogadíscio, a capital do país, e noutros locais para derrubar o governo, que tem apoio da comunidade internacional e de uma força da União Africana.

“Primeiro, um mujahid, conduziu um carro-bomba contra uma base militar, explodindo em seguida,” disse o porta-voz, Addiasis Abu Musab.

O grupo diz ter morto, no tiroteio, 24 soldados do exército, mas fonte oficial diz não terem sido mortos mais de 10.

“Fomos acordados esta manhã ao som da explosão de um carro-bomba ao que se seguiu um forte tiroteio,” disse o Major Mohamed Abdullahi. O número de mortos de ambas as partes pode ainda subir, disse ele a jornalistas.

“Nós perdemos pelo menos 10 soldados. Perseguimos o al – Shabaab para fora da cidade e matámos sete deles,” disse Abdullahi.

Residentes locais disseram que o tiroteio continua.

“Primeiro ouvimos uma enorme explosão, depois seguiu-se tiroteio,” disse Suleiman Nur, um negociante na cidade.

“O al-Shabaab tomou a base militar, a esquadra da polícia e uma boa parte da cidade,” acrescentou Nur. “Mas ainda estamos a ouvir um forte tiroteio fora da cidade. Eu vi dois veículos militares tomados pelo al-Shabaab,” acrescentou

O presidente somali, Mohamed Abdullahi Mohamed declarou o país “uma zona de guerra” e instruiu ao exército a preparar uma nova ofensiva contra o al-Shabaab.

Os ataques do grupo rebelde intensificaram-se desde a tomada de posse do novo presidente em Fevereiro

Envergando uniforme militar durante o anúncio da ofensiva, Mohamed ofereceu amnistia àqueles do al-Shabaab que depuserem as armas e se entregarem, no prazo de 60 dias.

“Nós dizemos ao jovens do al-Shabaab, que sofreram lavagem cerebral, que têm um prazo de 60 dias para depor as armas que usam para matar pessoas e virem para nós,” disse. “Nós os receberemos de braços abertos.”

Na quinta-feira passada, o presidente nomeou novos chefes do exército, dos serviços secretos e da polícia.

Esta reestruturação dos serviços de segurança é vista como uma tentativa do presidente de consolidar o poder naquele país do Corno de África, e acontece uma semana depois de a administração norte-americana ter aprovado maior autoridade para perseguir o al -Shabaab na Somália, incluindo ataques aéreos mais agressivos e algumas partes do país serão consideradas zonas de hostilidades activas.

O al – Shabaab foi escorraçado da capital e de outras zonas urbanas pelo exército somali e pela força multinacional da União Africana, mas continua a realizar ataques bombistas em Mogadíscio e noutras partes. Os alvos incluem hotéis, postos de controlo do exército, e até mesmo o palácio da presidência.

As forças de segurança somalis estão sob pressão para melhorar o seu desempenho quando assumirem responsabilidade de defender o país após a saída da força de 22 mil soldados da União Africana no fim da sua missão em 2020.

A Somália tem estado em guerra desde 1991, quando senhores de guerra derrubaram o então presidente Siad Barre e depois se viraram uns contra os outros.

(Africanews)

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