A ministra moçambicana dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), Letícia Klemens, diz que o Governo vai aplicar mão dura e continuará a implementar diversas medidas de segurança para a redução do roubo de combustíveis no país.

Apesar de mostrar-se preocupada com este mal, Klemens assegura que o roubo de combustíveis tende a reduzir de forma significativa, como resultado de diversas medidas que o executivo tem levado a cabo nos últimos dias. Porém, reconhecu que ainda há muito trabalho a ser feito.

A ministra fez estes pronunciamentos no fim de uma visita efectuada esta sexta-feira à empresa Petróleos de Moçambique (Petromoc) e Terminal de Combustíveis do Língamo, na Matola, província meridional de Maputo.

“Viemos acompanhar e verificar como é que os roubos são feitos e porque é que há esses roubos, quem são os coniventes, o que é que nós podemos potenciar”, sublinhou.

No âmbito da implementação das medidas de segurança, Klemens anunciou que já foi lançado um concurso público visando o reforço da vedação por uma rede apropriada, nas instalações da terminal de combustíveis.

Acrescentou também que, em breve, uma equipa inspectiva deverá se deslocar ao local visitado para fazer um trabalho detalhado.

“Os seguranças disseram que não há roubo nenhum, mas nós sabemos que ainda há roubo sim”, vincou.

A governante escalou também a subestação de Muhalaze, da Empresa Elecrticidade de Moçambique (EDM), um emprendimento orçado em cerca de 5,6 milhões de dólares norte-americanos, com capacidade de produzir 40 Megawatts de energia eléctrica.

No local, Klemens ficou informada que cerca de 30 mil clientes terão em breve, novas ligações da energia eléctrica, no âmbito do aumento da cobertura da rede eléctrica nacional aos bairros em expansão.

O gestor de projectos da EDM, Sílvio Romeu, destacou o papel da subestação em causa, na melhoria da qualidade da energia eléctrica que será fornecida aos clientes.

“Esta subestação vai aliviar a carga que temos nas subestações de Matola-Gare, Infulene, e vai permitir a expansão da rede eléctrica em toda a zona de Intaka, Matemele e Muhalazi, até parte de Matola-Gare”, explicou.

Para finalizar o seu primeiro dia de visita às instituições sob égide do seu pelouro, Klemens escalou dois areeiros, nomeadamente Loforte e o da empresa John & Filhos, do empresário João Massinga e seus filhos.

No primeiro local, a ministra indignou-se com o que viu no terreno, devido à várias irregularidades do operador, caracterizadas pela exploração insustentável daquele recurso (areia), onde são iminentes problemas ambientais, o caso da erosão do solo, para além de algumas famílias terem perdido as suas machambas de produção sem receber as devidas indeminizações.

“Esta situaçao preocupa-nos bastante, tanto que em todas as nossas reuniões aqui em Beleluane debatemos sobre este problema, mas não temos saída e pedimos a quem de direito para que nos ajude porque a areia está sendo explorada continuamente”, desabafou uma anciã local.

Face às infracções, a ministra endereçou duras críticas à equipa da inspecção (que também fazia parte da sua delegação), exortando-a para corrigir o problema com maior brevidade possível.

O operador reconheceu o problema prometendo inverter a situação. No entanto, este não aceitou prestar quaisquer depoimentos à imprensa.

Este Sábado, Klemens vai manter um encontro com os vários operadores da província de Maputo, no distrito de Boane, onde deverá se pronunciar sobre este sector.

(AIM)

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