A vigilancia da sanidade vegetal vai melhor no país com o aumento das actuais 10 para 68 clínicas especiais de prevenção e controlo de pragas.

Esta medida será acrescida de outras, tais como a implementação de programas e planos de maneio e controlo para a prevenção da propagação de pragas, em particular a lagarta do funil de milho (“Spodoptera frugiperda”) e também da tuta absoluta que atacam, respectivamente, o milho e tomateiro.

Recentemente, o Governo fez saber que a situação fitossanitária do país mantêm-se de uma maneira geral estacionária, com tendência a melhorar nalguns casos.

“O Executivo continuará a manter a vigilância sobre a sanidade vegetal de forma a evitar a propagação de pragas, muitas delas associadas ao fenómeno das mudanças climáticas”, garantiu a porta-voz do Conselho de Ministros, Ana Comoana.

A lagarta do funil de milho é uma das grandes ameaças da segurança alimentar em Moçambique e noutros países da região Austral, pois, quando invade os terrenos, pode devastar as culturas em pouco tempo, comprometendo, deste modo, a produção e fonte de subsistência de muitos camponeses que têm no milho a sua principal fonte alimentar.

“A praga pode afectar grandes áreas em pouco tempo devido ao seu estado migratório (movimento de larvas) e o adulto, uma borboleta, possui um grande poder de voo. Dependendo da densidade da população e a fase fenológica da cultura atacada, as perdas de rendimento podem variar de 20 a 60 por cento e, em casos de infestação severa, perda completa da cultura pode ocorrer, ou seja, 100 por cento de perdas de rendimento”, refere o Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA).

A presença desta espécie no nosso país foi confirmada, recentemente, pelas autoridades da Agricultura e Segurança Alimentar nas províncias de Tete, Manica e Gaza. Em África, a espécie foi detectada, pela primeira vez, na Nigéria em Janeiro de 2016. A mesma foi se dispersando para outros países, tendo sido descoberta na África Central, em Abril de 2016. Muito recentemente, a praga foi confirmada nos países da SADC, tais como África do Sul, Zimbabwe, Zâmbia, Namíbia, Malawi e Suazilândia.

“A ocorrência da espécie invasiva na região da SADC é considerada como uma ameaça séria à produção de milho e segurança alimentar na zona. Na Zâmbia, por exemplo, cerca de 100 mil hectares de milho foram infestados. Esta constitui uma evidência de que a ocorrência desta espécie poderá trazer efeitos devastadores na segurança alimentar ao nível do país, pois, o milho, seu hospedeiro principal, constitui a fonte básica de alimentação para a maioria da população no meio rural”, alerta o MASA.

(NOTÍCIAS)

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