A Moçambique Celular (MCEL), operadora de telefonia móvel, e a Associação Moçambicana para as Vítimas da Insegurança Rodoviária (AMVIRO) assinaram hoje, em Maputo, um acordo que visa providenciar uma plataforma de comunicação telefónica gratuita para participação de acidentes de viação.

O acordo visa ainda que os envolvidos ou testemunhas, através de uma chamada telefónica para 823737, denunciem casos de sinistralidade nas rodovias.

Rubricaram o acordo o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da MCEL, Mahomed Jusob, e o Presidente do Conselho de Direcção da AMVIRO, Alexandre Nhampossa, acto testemunhado pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, e o vereador de Transportes e Trânsito no Município de Maputo, João Mathlombe.

Falando na cerimónia, Mesquita afirmou que a plataforma deve servir de inspiração para inclusão de mais actores na prevenção, bem como no apoio às vítimas de acidentes de viação.

Além de ser usada em situações de assistência às vítimas de acidentes de viação, a plataforma – acrescentou o ministro – deve permitir que os moçambicanos denunciem as irregularidades que podem vivenciar nas estradas.

Mesquita recomendou a mobilização dos moçambicanos para contribuírem, através da plataforma, no combate ao que chamou de “indisciplina e impunidade” na via pública.

O governante exortou aos moçambicanos e demais parceiros a se unirem em similares iniciativas, uma vez que, segundo ele, “fazem toda a diferença na luta contra a sinistralidade rodoviária”.

No país, pelo menos 515 pessoas morreram e 587 contraíram ferimentos graves e 969 ligeiros, todas vítimas de acidentes de viação registados no primeiro semestre do corrente ano.

De acordo com a direcção de Regulação Técnica e Segurança Rodoviária, do Instituto Nacional de Transportes Terrestres (INATTER), o país registou, no mesmo período, 775 acidentes de viação.

Anualmente, o país regista um total de 2.900 acidentes de viação provocando a morte de uma média de 1.800 pessoas, o mesmo que cinco óbitos por dia.

“Como Governo, é nossa visão que a solução do problema da sinistralidade rodoviária não deve ser visto como sendo um problema somente das instituições do Estado”, disse Mesquita.

Por seu turno, o Presidente do Conselho de Direcção da AMVIRO disse que, sendo a comunicação uma necessidade vital nos seres humanos, sobrepõe-se a sua importância no contexto de segurança rodoviária.

De acordo com Alexandre Nhampossa, a comunicação mostra-se crucial na gestão, sobretudo das necessidades das vítimas, na maior parte dos sinistros.

“De acordo com a nossa experiência nas comunidades nestes oito anos de actividade, não temos dúvidas que a linha verde que hoje estamos a lançar vai dar um valor acrescentado nos desafios de segurança rodoviária e apoio às vítimas dos acidentes no país”, vincou.

Para o PCA da MCEL, a iniciativa deverá concorrer na redução de perdas de vida, bem como de bens materiais nas estradas e vias moçambicanas.

Jusob sublinhou que, além das responsabilidades corporativa e social da MCEL, a participação da operadora contribui para que mais vidas não sejam ceifadas nas rodovias do país.

“Usando a nossa plataforma para melhorar o nosso país é contribuir para a redução dos acidentes de viação em Moçambique”, afirmou, acrescentado que se pode acessar a plataforma a qualquer hora do dia.

Refira-se que em Maio de 2011, a Organização Mundial da Saúde lançou a Década Mundial de Acções para a Segurança Rodoviária (2011-2020), que insta as organizações da sociedade civil, em parceira com o Governo e privados, a intensificarem a segurança rodoviária.

(AIM)

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