A China acolhe, de 3 a 5 de Setembro, a IX Cimeira do BRICS, plataforma de cooperação que integra o Brasil, Rússia, Índia, China e a África do Sul.

O evento terá lugar na cidade de Xiamen e contará com a participação dos líderes dos cinco países, nomeadamente os Presidentes brasileiro, Michel Temer; russo, Vladimir Putin; chinês, Xi Jinping, e sul-africano, Jacob Zuma; e ainda o Primeiro-Ministro indiano, Narendra Modi.

Para a cimeira, a China, que acolhe pela segunda vez, convidou representantes dos governos do Egipto, Quénia, Tajiquistão, México e Tailândia, mas deixou claro que o convite não é uma tentativa de expandir o grupo.

“Precisamos ter alguma explicação adicional sobre o BRICS Plus para ajudar as pessoas a entender melhor a lógica dessa ideia”, disse o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, falando hoje a imprensa em Beijing.

Explicando, Wang Yi disse que nas cimeiras anteriores estados membros convidaram outros países como é o caso da Índia que convidou líderes do BIMSTEC (Iniciativa de Baía de Bengal para Técnicos Multi-setoriais) para Cimeira de Goa do ano passado em que Bangladesh, Índia, Mianmar, Sri Lanka, Tailândia, Butão e Nepal são membros.

Referindo-se à cimeira de Goa, Wang disse que o presidente chinês, Xi Jinping, também participou do diálogo com os líderes do BIMSTEC e respeitou e apoiou a iniciativa do Primeiro-Ministro Modi.

“Esse diálogo foi muito eficaz”, disse, acrescentando que também a Rússia, Brasil e África do Sul convidaram seus países vizinhos quando hospedaram as cimeiras do BRICS.

“… na verdade, isso tem sido uma prática que temos por vários anos e desta vez, inspirados nas experiências da reunião anterior dos líderes BRICS, convidamos alguns países para o diálogo “, afirmou, referindo-se ao convite aos cinco países.

“Nossa prática é um pouco diferente, não estamos apenas convidando países da nossa região, mas também países de todo o mundo que estão interessados no mecanismo BRICS, no total cinco países foram convidados”, explicou.

“Quero salientar que este é o acordo para este ano, não significa que estes cinco países sempre serão convidados para reuniões do BRICS no futuro”, sublinhou, dissipando especulações de que a China estaria interessada no alargamento do bloco das economias emergentes.

“O convite da China para os cinco países foi apoiado pelos líderes dos quatro outros países, incluindo a Índia. Nós damos um nome a essa prática de convidar países que não são BRICS, ou seja BRICS Plus, mas quantos países vão ser convidados como países Plus não é um número fixo”, disse Wang Yi, acrescentando que os países convidados são determinados pelo país anfitrião.

“Nós queremos ampliar a discussão para países que não são BRICS também. Estou confiante de que o diálogo este ano também será um sucesso e também ajudará a expandir a influência BRICS. Isso não é apenas consistente com os interesses dos membros BRICS, mas também atende a aspirações comuns dos mercados emergentes e dos países em desenvolvimento”, disse.

(AIM)

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