A indústria do açúcar é considerada para o nosso país como sendo fundamental para alcançar os objectivos do Governo no alívio à pobreza nas regiões rurais, através da criação de emprego directo e indirecto e da geração de rendimento.

Esta perspectiva é sustentada pelo bom registo de precipitação durante a campanha agrícola 2016/2017, que leva a acreditar num bom desempenho na produção de cana, matéria-prima para a produção do açúcar.

Segundo do Fundo do Desenvolvimento Agrário (FDA), este ano prevê-se uma produção bastante melhor do que a sentida no ano passado, quando a produção de cana-de-açúcar caiu em cerca de 11.2 por cento comparativamente a 2015. Este cenário criou impactos negativos na produção do açúcar que, em 2016, reduziu em cerca de 16 por cento em relação ao ano anterior. Segundo o FDA, a redução da produção registada no ano passado deveu-se, essencialmente, ao insucesso verificado na produção de cana-de-açúcar devido à falta de chuvas, em virtude do que baixou drasticamente a disponibilidade de água para a irrigação dos campos de produção, particularmente na região sul do país.

Este sector é representado por quatro indústrias em funcionamento, duas das quais localizadas na província meridional de Maputo, nomeadamente Maragra detida pela Illovo Sugar e de Xinavane, gerida pela Tongaat Hulett. As outras duas estão em Sofala (centro), nomeadamente as açucareiras de Moçambique/Mafambisse também sob gestão da Tongaat Hullet e a Companhia do Sena/Marromeu, controlada pelo Grupo Téreos. No total, as indústrias têm uma capacidade de produção física instalada de aproximadamente 500 mil toneladas métricas de açúcar por ano. Em 2016 o sector empregou cerca de 31 mil trabalhadores, sendo dos principais empregadores nas regiões onde as fábricas estão estabelecidas. (AIM)

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